quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

25th


É engraçada, a forma como fomos hipócritas um com o outro, como fomos cínicos…
Às vezes dou por mim a pensar na nossa relação, no que nós a tornamos. Era perfeita, eu para ti e tu para mim, despidos de preconceitos uníamo-nos como se fossemos realmente alguém numa explosão de amor. Amor… palavra complicada de aclarar!
Quantas vezes dirigimos um “amo-te”, que dizíamos sincero, sem o realmente sentirmos? Na verdade eu sempre achei sentir, até perceber que eras mais um manipulador, um ordinário à espera de cama. Quantas vezes me perdi nos teus lençóis e quantas vezes dizia que te amava, porque assim o sentia, com todo o fervor do meu corpo e de minha alma.
Hoje olho… olho e olho e os meus olhos nada alcançam se não sexo, se não paixão carnal… e não, não seremos hipócritas ao ponto de dizer que nem nos apercebemos, que foi natural. Não foi! Foi tudo minuciosamente retratado nas nossas mentes para, mais tarde, nos desculparmos com um amor não correspondido, ou acabado mas aproveitado. Mentiras, tantas mentiras…
Posso chorar, eu não! Chorar um amor irracional, um amor baseado na estimulação e na concretização de desejos obscenos. Não choro, não…
Na verdade, procuro respostas, para tamanha perda de tempo, para tamanha ilusão criada propositadamente, sem rodeios…
A minha mente torna-se psicótica, como se o consumo de LSD’s estivesse presente no meu dia-a-dia, no meio das minhas dúvidas…


Filipa Teixeira

Sem comentários: