domingo, 8 de dezembro de 2013

39th

Hoje poderia escrever palavras mil. Nenhuma será prepotente o suficiente para descrever o que vai na minha alma. O meu coração bate a mil e eu sei quem eu amo, sei quem me ama. Não o trocaria por nada deste mundo.
Os segundos não param de avançar e eu preciso de ti. Dir-me-ão “tão cedo?” ainda dizem… É cedo para namorar? É cedo para saber que te amo? Já passou um ano a teu lado, na verdade não tarda nada faram dois anos e estaria eu, do teu lado, por tanto tempo sem saber que te amo?
Talvez não faça parte dos teus ideais, mas anseio pelo momento em que dês o passo que sei que nunca darás. Não direi “toda a mulher anseia por esse momento”, não… nem toda a mulher o deseja. Mas será injusto dizer que não me sentirei completa se nunca o fizeres, por muito que permaneças e envelheças a meu lado?
Talvez sejam demasiadas perguntas das quais ainda não tens uma resposta para me dar. Talvez seja eu a pintar com cores da Disney a nossa história, talvez as pessoas estejam certas e ainda seja cedo de mais para achar que, por seres o meu príncipe encantado, já vivemos a história da gata borralheira ou da branca de neve… Talvez eu anseie demais celar o nosso amor e tu, por muito que me ames, não acredites que para sermos um precisemos de celebrar uma união… Talvez eu tenha repelido demasiado o facto de que o amor existe e agora que acredito tudo o que eu menosprezava é tudo o que mais desejo que suceda…
Talvez eu seja só uma menina acreditando, pela primeira vez, em histórias encantadas cheias de magia…

Filipa Teixeira

domingo, 6 de outubro de 2013

38th

                … os meus pelos eriçaram-se todos, num arrepio que me percorreu a espinha. Só de imaginar as tuas mãos na minha cintura e o teu nariz a percorrer o meu pescoço desde a clavícula até ao topo da minha orelha.
                Que calafrio me provoca, imaginar o teu cheiro, o teu calor… o teu sabor. Salgado, quente, tenebroso… Quero-te já! Todo o meu ser transpira ressaca do teu corpo, da tua alma, da tua aura, do teu cheiro…
                Estou a espera, está a tornar-se desconfortável, tamanha espera... porque não vens logo? Estou no nosso ninho, desejosa, louca, à tua espera, amo-te.


Filipa Teixeira.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

37th(missing you)

                O meu corpo está a destilar, preciso de te sentir em mim, fazer-me voar. Porque não estás aqui? O meu corpo treme de saudade, o meu coração arde de solidão… preciso de ti a amar-me de verdade. Preciso da tua presença física, para sentir a nossa química. Quero ser mulher, quero ser a tua mulher.
                Faz deste corpo o que quiseres, porque esta alma já entrou em comunhão com a tua. Beija o meu corpo, arranca o cantar dos meus gemidos. Quero-te em mim, faz música com o meu corpo. Beija a minha boca, quero ser tua.
                Amar-te é o parágrafo infinito do nosso livro, amor meu. Amo-te!


Filipa Teixeira

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

36th


Deixei fluir, deixei sentir… o suor escorregou pela tua testa e pingou mesmo na ponta do meu nariz. A tua boca saudou-me com paixão, os teus braços abraçaram-me em fogo e eu amei-te a cada segundo.
Os teus olhos nos meus, beijaram-me a alma, chamando por mim “quero-te aqui!”… e eu fui, a minha alma entregou-se no beijo dos teus olhos e fechei-os para me entregar. Senti o teu corpo colar-se ao meu, como encostar-me a um forno, que me beija o pescoço, os ombros… Foste-me queimando a pele com os teus lábios, marcaste o meu corpo como teu, roubaste-me a alma, agora sou inteiramente tua.
                                               ***
O que aconteceu? O som da água corrente fervilhava nos meus ouvidos e uma dor alucinante na cabeça fez-me abrir os olhos, tu não estavas. Só o meu corpo ensopado de água e sangue na berma do rio. A pequena queda de água fez-me virar na sua direção. Tão… sozinha! Onde tu estás, amor meu?!
Levantei-me lentamente, tomando posse dos pedregulhos que se enfiavam pelo caudal. Olhei em volta… «Onde tu estás?!» O desespero apodera-se de mim e a pancada na cabeça começa a parecer não ter acontecido. «Onde tu estás?!» Começo a perder a noção dos sentidos, desmancho-me em lágrimas e deixo-me cair, encarquilhada, sentada no meio da água a correr por mim.
«Não pode ser… não pode!!!» “ONDE ESTÁS?” Uma luta interior que me vai derrotando pela incompreensão, pela falta de informação. «OUVI-TE!» Os meus olhos abrem-se numa procura intensiva de te encontrar. Levanto-me e “corro”, procuro-te, procuro-te com fervor!! Sigo a voz e…
 “AMOOOOR!?” «Ahn?» Eu oiço mas não encontro, a tua voz aproxima-se como um gigante, mas não te vejo, “onde estás?”… “AMOR?! AMOR, ACORDA!!!” «Ahn? Acorda?» Continuo a olhar em volta, não te vejo, mas as tuas mãos desenham paixão na minha face… sinto-me destruída, MORRESTE? NÃO!!!
                                               ***
“Amor, acorda! Abre os olhos… eu amo-te! Acorda!”. De repente os meus olhos abrem-se e, deitada sobre o teu peito, eu chorava. Tinha adormecido depois de me amares, de te amar, de nos amarmos. Mesmo sabendo que me amas, temo perder-te, temo que não te tenha nos meus braços. Puxaste o lençol sobre mim e aconchegaste-me a ti…
Amo-te!


Filipa Teixeira