segunda-feira, 30 de julho de 2012

35th


Quando se encontra a definição de amor… Eu encontrei-a, mas transmiti-la por palavras é impossível. O meu íntimo sabê-lo-ia explicar com todas as letras, de todos os alfabetos do munto, transmiti-lo-ia da forma mais profunda, do quão profundo é o amor. Mas eu não, não seria prepotente o suficiente para o fazer sair com todas as letras… talvez pela hipocrisia das minhas palavras antecedentes, cujo afirmavam que o amor não existia, que só a respiração ofegante de um peito faminto podia amar por breves momentos…
Seja! Chamem-me o que quiserem! Seja hipócrita, seja troca-tintas, como diziam os miúdos nos tempos de escola. Eu não acreditava, até o encontrar. Até encontrar as lágrimas de saudade, de ter e não poder abraçar. Pois é, eu anteriormente tendia a chorar por não ter e embalar os meus braços no folego repleto de suor, de me deixar esmagar pelo coito e não ter afecto… e chorava porque ele não chegava, não chegava o amor…
Aí, dei como falecido o amor, pois só acreditava nele até os meus pais se enlaçarem no seu matrimónio e, a partir daí, ele se sucumbiu, enterrado nas catacumbas da escuridão perpétua, para todas as novas gerações.
Mas não! Ele existe, de verdade! E ele é meu! O amor não é uma chama que arde sem se ver, o amor é mar que sai em lágrimas dos meus olhos e transpira a saudade para toda a gente ver. O amor é o abraço apertado, o beijo sem fim, os olhos nos olhos… o amor? O amor és Tu e Eu!

Filipa Teixeira

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

34th


... a sensação do corpo viciado, da mente viciada... se calhar viciei-me no teu sexo, na forma como o fazes comigo, como me tocas, como que fazes mudar, a maneira obscura como me fazes reagir animalescamente. 
Às vezes sinto que me amarraste a tua cama e me obrigaste a amar-te... Amar? Que palavra tão sórdida para descrever um vício... não que esteja viciada em ti, ou talvez esteja(...), mas a forma como a minha satisfação me fez passar  a querer-te, não só na cama, mas fora dela... para mim!? Será que estou a delirar? Talvez eu me tenha esquecido de como se faz, talvez tenha perdido o hábito de expor os meus sentimentos na escrita e no desenho... talvez seja por isso que me sinta tão enclausurada, tão perdida... tão fixa em ti... talvez tudo não passe de um sonho, onde a onda do orgasmo tenha sido desfeita pela ruptura abrupta da nossa ligação... da nossa ligação corporal, como um cordão umbilical, mas não tão a cima... talvez eu esteja num poço, num poço tão fundo que tudo o que eu veja são imagens criadas pela minha imaginação, imagens que tiro a partir do que já vivi... 
Penso que se calhar esteja a fazer de um copo de água um tsunami, mas assim me fizeste sentir, perdida, desconsolada, sozinha... já não há mãos que me façam sentir quente, nem olhares que me preencham o ego...

sinto a tua falta.

Filipa Teixeira