Quando se
encontra a definição de amor… Eu encontrei-a, mas transmiti-la por palavras é
impossível. O meu íntimo sabê-lo-ia explicar com todas as letras, de todos os
alfabetos do munto, transmiti-lo-ia da forma mais profunda, do quão profundo é
o amor. Mas eu não, não seria prepotente o suficiente para o fazer sair com
todas as letras… talvez pela hipocrisia das minhas palavras antecedentes, cujo
afirmavam que o amor não existia, que só a respiração ofegante de um peito
faminto podia amar por breves momentos…
Seja! Chamem-me
o que quiserem! Seja hipócrita, seja troca-tintas, como diziam os miúdos nos
tempos de escola. Eu não acreditava, até o encontrar. Até encontrar as lágrimas
de saudade, de ter e não poder abraçar. Pois é, eu anteriormente tendia a
chorar por não ter e embalar os meus braços no folego repleto de suor, de me
deixar esmagar pelo coito e não ter afecto… e chorava porque ele não chegava,
não chegava o amor…
Aí, dei como falecido
o amor, pois só acreditava nele até os meus pais se enlaçarem no seu matrimónio
e, a partir daí, ele se sucumbiu, enterrado nas catacumbas da escuridão
perpétua, para todas as novas gerações.
Mas não! Ele
existe, de verdade! E ele é meu! O amor não é uma chama que arde sem se ver, o
amor é mar que sai em lágrimas dos meus olhos e transpira a saudade para toda a
gente ver. O amor é o abraço apertado, o beijo sem fim, os olhos nos olhos… o
amor? O amor és Tu e Eu!
Filipa Teixeira
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