sexta-feira, 10 de junho de 2011

32nd


Sou mulher, uma mulher que não abdica da palavra “sensualidade”, uma mulher que a usa espontaneamente. O sangue bombeia rapidamente enquanto os meus lábios, sem dizer uma palavra, ordenam que eles os beijem, enquanto o meu corpo se mexe ousadamente, na verdade não querendo seduzir ninguém, enquanto os meus olhos passam por eles sem interesse, mas provocando-os e trazendo-os a mim…
Lembras-te, de como ficaste preso a mim sem me tocar? Lembras-te de quando achaste que ias morrer se não me amasses? Lembras-te de quando disseste que o mundo não seria imenso o suficiente? Agora que me magoas diariamente, espero que te lembres por quem te apaixonaste, espero que morras na descrença, na solidão e que o teu corpo morra desidratado, chorando o meu corpo, os meus olhos, os meus beijos, o meu colo…
Quero que morra, que morra este Demónio(Amor)!!! Morre, sai do meu corpo!! Porque é que me apanhaste a mim? Porquê? Nunca quis isto, nunca quero nem nunca vou querer, isto dói mais que furar o meu próprio corpo com alfinetes de costureira. Porque me faz chorar quando só quero morrer, porque me faz querer quem me faz sofrer, eu odeio-o e contraio esse desejo louco de o vomitar para fora de mim, numa exaltação sufocada de gritos abafados pelo pânico onde acabo por desfalecer com o excesso de adrenalina.
Quero que te lembres que me deste a rosa vermelha da paixão antes da rosa do amor, quero que te lembres que te picaste com a segunda e que sangraste até ficar selado o teu desejo. Quero que te lembres que posso gostar de ti, mas que ter quem eu quiser é muito mais fácil. Quero que te lembres que sou mulher e que amar pode ser difícil, mas ser amada é muito mais fácil que esperar por ti. Não quero que te lembres, quero que saibas que não vou esperar por ti, que não vou esperar que a ferida abra mais, que vou virar a página e fazer letras deliciosas aparecer. Espero que saibas o que fizeste e que agora já não quero que voltes, não quero que me ames mais, não quero que me toques, não quero que me olhes, não quero que sintas o meu cheiro nem quero que faças parte da minha vida. Vais passar a ser uma escritura precipitada no meu livro da vida em que eu aprendo como andar de bicicleta, onde aprendo que cair não é desistir, mas se a bicicleta for muito pequena vou esfolar demasiadas vezes os joelhos para aprender a andar.
Quero que saibas que estou a morrer e que a máquina está a desligar antes de te poder enviar isto… vai ser tarde de mais, até para escrever o teu no…

2 comentários:

Catarina Martins disse...

já tinha saudades de ver por aqui uma publicação tua

Filipa Teixeira disse...

Sinceramente, se escrevi é porque estava mesmo a precisar de desapertar o laço da forca... não tenho andado com cabeça para nada, nem para ler(o que me deixa triste)... mas estamos naquela epoca em que pensamos na primeira e depois só esperamos que a segunda(fase) corra melhor, bah(sad face).

Exames consumistas de vidas tão jovens que nem as nossas!!