Quando eu e tu fazíamos um nós e quando dizíamos os verbos todos na primeira pessoa do plural, quando tudo não passavam de olhares falsos e sentimentos instituídos por actuações sem escrúpulos… criaste, criaste em mim a vontade de ti, a vontade de ser tua a todo o momento, a vontade de te dar a mão e erguer o queixo com orgulho,… orgulho, orgulho que não posso mais ter, orgulho que não tenho e que me obrigas a muda-lo para desgosto e malogro. Não posso fazer mais nada… não posso. Ó Deus meu, não posso, nem tampouco ter pena de mim própria, do meu ser insignificante…
Hoje, dar-te-ia o mundo e o universo se fossem meus, teria beijado as tuas mãos e ter-me-ia ajoelhado a teus pés e os lavaria com amor e paixão… mas tenho o meu infortúnio guardado e com ele o meu próprio rancor a teu respeito… FOSTE TU! Foste tu que o criaste em mim, foste tu…
Depois de teres deitado ao mundo a nossa história, não há razão pela qual posso esperar pelo teu olhar, simplesmente repudias a minha pessoa como antes a chamavas para perto de ti, como um consolo da tua alma, mas que farei eu? O meu amor projecta rectas obliquas e o meu G.P.S. procura-te em todas as esquinas sabendo que depois de te encontrar chorarei todas as lágrimas que trago no meu peito, o meu coração está machucado e os meus olhos inchados de dor e lágrimas…
Se pareço uma pobre coitada a vossos olhos!? Que pareça! Estou pouco me lixando, que vós sois menos significantes para mim que ele próprio, que não me é nada e não me representa um sentimento sequer… A mentir, eu? Por quem me tomam? A veracidade das minhas palavras não lhes chegam? Eu, eu, eu não o quero e o meu coração entraria em pânico na esperança dele voltar a machuca-lo… nunca mais farei dele um pano que manejo para aqui e para ali e que dou a quem pensava ser a pessoa mais digna.
Mas bem, o meu amor não chega e perdão não dou sem que mo peçam ou que me beijem os lábios docemente e me tomem nos braços com paixão e sinceridade… Mas não entremos em paranóias, que o mundo é o mesmo e não mudará para antiguidades de livros escárnios de fadas e príncipes encantados.
Filipa Teixeira
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