terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

53rd

Perdona si estoy rara. 
Perdona si yo no digo nada.
Perdona si te hago dolor.
Perdona si por nosotros tú no haces nada.
Te extraño, príncipe...
___________________________________

Filipa Teixeira

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

52nd

Por vezes perco a bússola, perco-me nas montanhas dos meus pensamentos, fico tão cansada, mas tão cansada que me apetece dormir infinitamente…
Esperar continuamente cansa a alma, perturba o espírito e corrói a calma. E eu que fui feita sem paciência… Havia isto de num ser vivo resultar? Se de esperar se rege a vida?
Um sonho atribulado fez o meu coração bombear o sangue a mil à hora, esta noite. Não sonhei contigo… Desculpa, traí-te em sonhos. Mas soube bem, senti-me desejada. Já há algum tempo que não me sinto desejada. Não falo fisicamente - isso sinto e sou -, refiro-me ao sentimental. Preciso que me aconcheguem a alma, ao mesmo tempo que faço conchinha, preciso de sentir a minha líbido estimulada, antes de o meu corpo reagir, preciso de sentir-me amada, antes de me fazerem gemer.
Desculpa, traí-te em sonhos. Ele abraçou-me com os seus olhos quentes, cheios de calor de amor e amizade. Depois senti os seus braços a abraçarem-me contra ele, no leito – que devia ser o nosso – quentes e aconchegantes, tanto carinho… os seus lábios provaram os meus sem más intenções nos seus atos. Um beijo roubado que podia ser teu…
Desculpa, traí-te em sonhos. Ele rasgou a minha roupa e fez-me cantar o gemido que podia ser teu. O seu sexo rasgava o sexo que é teu. A sua força sentiu a entrega que devia ser tua…
Desculpa, traí-te em sonhos…


Filipa Teixeira

51st

Tenho os dedos sujos.
Tenho os olhos sujos.
Tenho a boca suja.
Tenho a mente suja.
Tenho os dedos sujos de esfregar na tela o que os meus olhos viram, o que a minha boca tomou e o que a minha mente alimentou.

Tenho os lençóis sujos.
Tenho as cordas vocais sujas.
Tenho o nariz sujo.
Tenho os dentes sujos.
Tenho os lençóis sujos de te amar e me sujares as cordas vocais de tanto gemer, sentir o teu cheiro faz-me sorrir.

Tenho as mãos vazias.
Tenho os braços vazios.
Tenho o meu sexo vazio.
Tenho a minha alma cheia de te amar.


Filipa Teixeira

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

50th

Esquecemo-nos de amar, hoje em dia toda a gente diz que ama sem saber o que o amor é - se quer… O seu valor, a sua força, a sua capacidade destrutiva e emancipadora. Sim, assim que aprendemos a amar é como se nos dessem um free passport para tomarmos as nossas decisões, podermos comprar uma casa ou decidir a hora de deitar. Se bem que quem ama não tem hora de deitar…
Mas o veredicto, a grande verdade, é que 99% da população aprendeu a foder. Sim, a F-O-D-E-R! Fodem tudo e todos, foder é bom, quem disse que não? Mas e fazer amor, ninguém sabe, ninguém provou? Quem provou, sabe que foder é o mesmo que beber aquela vodka da marca do Continente ao invés de mandar vir uma Absolut Vodka, ou comer um gelado da Olá ou de marca branca.
Não subestimem o amor, amar é tão bom! Fazer amor é tão bom… A arte de sedução é uma sensação magnífica - que de recompensa obténs uma boa queca - mas não chega aos pés da ereção do homem que amas, só ver olhar para o teu sorriso, os teus olhos.
De que mais nos esquecemos nós quando nos despimos? Esquecemo-nos de manter a cabeça na pessoa que nos está a possuir, porque uma de vez aquando – casual – não nos faz deixar de pensar na pessoa em que amamos de verdade, beijas como se fosse ele, acaricias como se fosse ele, seduzes como se fosse ele... Quando amas de verdade o sexo é sexo, passa a ser uma necessidade biológica como evacuar… e se eu não demorar o tempo que quero na retrete vou ficar de mau humor, assim fico quando o filho da mãe atrás de mim se vem passado 3 minutos com ela lá dentro - sou uma garota, mas sei o que é sexo, não me venham com merdas que não gosto de me fodam nem gosto de ser mal fodida!
Mas e agora? Temos de perder o medo de dizer o que sentimos… mas antes de mais nada, temos de amar! Temos de amar muito porque hoje em dia não vejo amor a pairar por cima de mim. Não pode estar tudo errado, pode? Eu quero tanto amar que, já amando, tenho medo de amar. A verdade é que o meu verdadeiro amor o encontrei no meu reflexo, se eu pudesse faria amor comigo mesma… mas já que não posso e que a minha alma é sua, quero que ele me possua, como SUA - que palavra tem – que sempre fui!


Filipa Teixeira

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

49th


É incrível! É incrível como a vida não se vive no literal… como a passo de trote apanhamos o TGV do Paraíso para o Inferno. Logo eu, que acho o Inferno o Paraíso dos pecadores. Já viste, o que realmente acontece na vida: meras atitudes, meras voltas. E a vida são bué de voltas de 365.

                Hoje cheguei a diversas conclusões, talvez já tenha pensado nisso anteriormente, mas hoje… hoje tirei conclusões:

                -“Eu estou bem!”;

                -“Amo-te!”;

                -“Quero que fiques comigo, desesperadamente, para sempre!”

                -“Não me deixes…”

                -“Não se passa nada!”

                -“Já o esqueci, não sofro, só o quero ver feliz…”

                -“…”

                Somos todos hipócritas, somos todos mentirosos. Hoje foi essa a conclusão a que cheguei, somos todos uns grandes mentirosos. Mais umas viagens em 2º classe no Intercidades, sozinha, a jubilar de alegria por fora, quando por dentro só me apetece saltar para a linha do alfa.

 

Filipa Teixeira

domingo, 14 de setembro de 2014

48th

Hoje passei por ti. Senti-te, mesmo antes de te avistar ao fim da rua. Senti o teu olhar a percorrer o meu corpo, mais uma vez, guloso como sempre foste. Também te vi a fazer de conta que não deras pela minha insignificante presença – tão insignificante que te vi ceder nos teus calções de flanela cinza escuro -, mas também senti a surpresa de me veres de pé, altiva e arrebatadora, muito mais do que outrora fui.
                Não imaginas quantas vezes gemi e suei no meu pensamento… quantas vezes te senti entrar em mim, vigoroso, tão… cheio de vida. E o quão humedecida fui ficando ao ver que me olhavas do outro lado, fitando com os teus olhos de lince as minhas pernas cruzadas e desnudadas. Soltei um gemido insonoro, que fez o meu corpo todo vibrar, ao sentir-te violar-me em cima da mesa do café, quando senti a tua erecção roçar o meu oásis escondido. Deleite-me, acredita… deleitei-me ao descruzar as pernas e observar os teus lábios entreabrirem, a tua respiração ficar mais profunda… a capacidade de te seduzir à distância só fez a minha imaginação despoletar: vi-me levantar, a desfilar entre as mesas como uma pantera, no seu caminhar bamboleante, sedutor com aquele olhar selvagem pregado no teu. Vi-me capaz de me sentar de frente no teu colo e puxar o teu cabelo, sentir a barba do teu queixo arranhar o meu pescoço enquanto te mordia a orelha. Vi-me entrar em êxtase, ali especada, com o meu pensamento ordinário a fazer-te penetrar-me até me vir sem aviso.
                As minhas cuecas atirei-as para dentro da tua caixa de correio, “espero que morras de tesão” - escrevi eu em anexo –, sabes onde eu moro, a chave continua de baixo do tapete e sabes bem que horas são…


Filipa Teixeira 

47th

Estás à espera de quê, que te implore? Eu quero que me fodas, como se fode uma puta. E não é um pedido, é uma ordem!
Esse teu cheiro deixou-me cheia de tesão, ando a guardar-me há tanto tempo… tanto tempo que já não sei o que é sentir a rigidez entrar em mim. Passas-te a noite a provar-me do outro canto do bar como um rebuçado infinito, pensavas que eu não via? Estavas tão duro que fui capaz de te sentir na minha imaginação.
Agora escusas de fugir, toca-me! Sente o quão molhada eu estou! Essa dureza mal me permite permanecer de pé, as minhas pernas bamboleiam, fraquejam perante esta tamanha vontade de que me violes. Sente-me roçar em ti, agarra-me pelos cabelos e faz-me ajoelhar à tua frente. Não! Eu não sou uma menina, sou uma mulher mas fode-me em modo wild. Não me venhas com merdas, eu sou tímida, mas não sou santa! Fode-me como uma porn star, faz-me gemer como como uma.
Bate-me, bate-me e puxa-me o cabelo enquanto te enterras em mim. Não imaginas o prazer que sinto em te deixar doido comigo de quatro. Slap that ass!, usa-me, usa-me com fervor. Sufoca-me, sufoca-me, mostra-me que no sexo não temos de ser todos iguais…



Filipa Teixeira

46th

Qualquer reprovação é a prova de que não me deixas viver. Eu tenho de viver para não adormecer atormentada com a dor de nunca ter tentado. Por muitos conselhos que me dês, que eu oiço - meu amigo meu ouvido, minha orelha meu amigo -, eu não os vou seguir à risca, pois eu sou original e eu faço as minhas escolhas e só retiro do que me dizes o que melhor se encaixar nos meus valores. Sou tão original que todos os erros que me vês dar não passam de linhas artísticas grotescas da minha mão e da condução dos meus olhos para o êxtase de toda a minha líbido, do meu ser único e, muitas vezes, altruísta.
Obrigada por estares ao meu lado. Obrigada por, apesar de me veres ser artista de mim mesma - por ser diferente de ti e de todas as tuas palavras-, fazeres parte desta tempestade monumental que, apesar de tudo, tenta a todo custo fazer os raios de sol que resplandecem de mim mesma te iluminem em toda a nossa jornada.


Filipa Teixeira

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

45th

                Então fica com ele, fica com tudo aquilo com que eu sonhei. O homem que eu amei… que eu tanto amei. Fica com ele, com o amor dele. Espero que ele te ame tanto quanto eu o amei, espero que o consigas amar mais do que eu o amei.
                Então toma bem conta desse tesouro. Tesouro esse com que sonhei, com que me deitei, com que me deleitei no seu sorriso, no seu peito. Espero que ele tome bem conta de ti – não que me importe contigo, mas importo com ele – como eu tomei dele, como ele tomou de mim, mas mais como eu tomei dele.
                Então sê a sua mãe, a sua melhor amiga, a sua amante, a sua confidente, a sua psicóloga… pelo menos tenta ser como eu o fui, se não conseguires ser mais do que eu fui. Do que ele tentava ser, para comigo.
                Então leva-o, leva-o daqui! Antes que o meu coração não aguente. Sejam felizes, façam o filho que não seria eu capaz de reproduzir no meu ventre, a viagem que idealizámos, a casa com que sonhamos, o final do dia que amamos em pensamento. Ama o seu trabalho, como eu amei os seus estudos, ouve-o com atenção, aprende a amar o que ele ama de coração, aprende um pouco do que ele sabe de olhos abertos no meio da escuridão. Como ele aprendeu a amar aquilo que eu amo, aquilo com que trabalho até então…
                Então deita-te na sua cama, faz amor com ele como ele fazia comigo, despe-te como ele me despia, beija-o como eu o beijava… e não guardes pudor na sua cama. Liberta-te e não lhe digas que não, porque quem ama partilha do mesmo tesão. Geme, geme quando o sentires dentro de ti, geme quando a sua boca passar no teu corpo, geme quando ele olhar para ti. E não tenhas medo de te vir… vem-te sem vergonha, vem-te com amor… se o amas, de certo saberás o sabor do êxtase partilhado com ele, ao senti-lo em ti, num vibrato sôfrego de paixão, suor, prazer, amor… olha-o nos seus olhos, não tenhas medo de chorar e gemer, vem-te a dizer o seu nome, em prol do prazer.
                Então… se sobrar tempo, conquista a sua família, porque eu não a conquistei.

Filipa Teixeira

domingo, 10 de agosto de 2014

44th

Mata-me depois de deixar de te amar, para que não mais volte a acontecer.

Filipa Teixeira

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

43rd

Amor... melhor amor é o que fazemos com o olhar.

Filipa Teixeira

42nd

Perhaps we have not been made for each other. Unfortunately our souls and our bodies fit pretty well...
Telvez não tenhamos sido feitos um para o outro. Infelizmente, as nossas almas e os nossos corpos encaixam-se perfeitamente...

Filipa Teixeira

41st

Às vezes odeio ouvir o som do piano. 
Às vezes odeio ouvir o som da chuva lá fora, às vezes também odeio senti-la. 
Às vezes odeio ouvir o vento, o mar, a voz dos homens, olhar para os homens, o olhar dos homens...
Às vezes odeio fechar os olhos... e pensar.
Às vezes odeio amar a solidão, o escuro.
Às vezes odeio ver o meu reflexo.
Às vezes odeio amar a saudade.
Às vezes odeio sonhar... e acordar.
Às vezes odeio lembrar-me.

Às vezes penso em ti... é.

Filipa Teixeira

terça-feira, 18 de março de 2014

40th

O meu cantar, o cantar de todos nós, o cantar de cada um… o meu cantar, direi eu outra vez, pois eu sou a coisa mais importante na vida, na minha vida, outrora na tua vida vestida ou despida. A mais linda, a mais perfeita, a única, a concreta, a “minha” tua… para sempre…
Estes olhos que choram, o teu corpo que foi, este tão só e esse tão sozinho… metades de um só, dividido em dois por orgulho… danados estes corpos tão frios quanto os corpos da morgue, tão frios quando o gelo gélido, como o frio do meu coração, do teu… do teu coração.
Foste muito, foste tudo, foste algo imprescindível. Fostes e sois e sereis tão único e imprescindível… criastes em mim o fogo da vida, assim como me inundaste da mais negra dor, do quão negra a dor pode ser, num acumular de vidas perdidas e sofridas associando-lhes os órfãos vivos que cá ficam a sofrer pela dor mais sofrida do sofrimento sofrido.
Não entendeis… também não quero que entendas, apenas escrevo o que a minha alma me obriga, o que o meu pensamento expõe e me faz ver… não posso expressar por imagens todos os meus pensares, mas posso escreve-los e relata-los da melhor forma, como eu quiser, como a minha mente me manda. Pois ainda sou livre da liberdade em que me encontro, de tão livre ser que liberta vou por aqui fora… tão livre que sem ti o meu coração chora desta liberdade tão livre em que estou agora.
Podes… podeis fazer de mim pouco, que não importa, quero sentir-me presa, ser quem era até agora… mas apetece-me morrer, arrancar estas entranhas e fazer de mim lixo numa valeta, saltar de um prédio e sentir o êxtase a correr em mim, quero morrer e perder esta vida que já nada me importa. Quero que leves de mim toda a vontade de viver, pois estas batalhas perdidas são tiros na cabeça, mas eu não morro, somente caio… e caí.
Morrer desta morte matada que mais morta não poderei estar. Leva este corpo daqui para fora, já não o posso mais olhar, este corpo que trabalhou, orou, amou, sofreu… mas tão sofrido de quão sofrida é esta morte morrida…
Sem ti não sou nada, sem ti não há para onde ir… para onde vou, para quê ir? Chorar, chorei, destas lágrimas tão intensas e densas do quão duro são as pedras do rio… vê-me chorar, arrancar a alma deste que hoje já não é que foi. Quão duro é ser, quão duro será ser…

Pega em mim, vê… ama-me como se fosse a ultima vez e tira-me esta dor, este amor de ser quem sou.


Filipa Teixeira

domingo, 8 de dezembro de 2013

39th

Hoje poderia escrever palavras mil. Nenhuma será prepotente o suficiente para descrever o que vai na minha alma. O meu coração bate a mil e eu sei quem eu amo, sei quem me ama. Não o trocaria por nada deste mundo.
Os segundos não param de avançar e eu preciso de ti. Dir-me-ão “tão cedo?” ainda dizem… É cedo para namorar? É cedo para saber que te amo? Já passou um ano a teu lado, na verdade não tarda nada faram dois anos e estaria eu, do teu lado, por tanto tempo sem saber que te amo?
Talvez não faça parte dos teus ideais, mas anseio pelo momento em que dês o passo que sei que nunca darás. Não direi “toda a mulher anseia por esse momento”, não… nem toda a mulher o deseja. Mas será injusto dizer que não me sentirei completa se nunca o fizeres, por muito que permaneças e envelheças a meu lado?
Talvez sejam demasiadas perguntas das quais ainda não tens uma resposta para me dar. Talvez seja eu a pintar com cores da Disney a nossa história, talvez as pessoas estejam certas e ainda seja cedo de mais para achar que, por seres o meu príncipe encantado, já vivemos a história da gata borralheira ou da branca de neve… Talvez eu anseie demais celar o nosso amor e tu, por muito que me ames, não acredites que para sermos um precisemos de celebrar uma união… Talvez eu tenha repelido demasiado o facto de que o amor existe e agora que acredito tudo o que eu menosprezava é tudo o que mais desejo que suceda…
Talvez eu seja só uma menina acreditando, pela primeira vez, em histórias encantadas cheias de magia…

Filipa Teixeira

domingo, 6 de outubro de 2013

38th

                … os meus pelos eriçaram-se todos, num arrepio que me percorreu a espinha. Só de imaginar as tuas mãos na minha cintura e o teu nariz a percorrer o meu pescoço desde a clavícula até ao topo da minha orelha.
                Que calafrio me provoca, imaginar o teu cheiro, o teu calor… o teu sabor. Salgado, quente, tenebroso… Quero-te já! Todo o meu ser transpira ressaca do teu corpo, da tua alma, da tua aura, do teu cheiro…
                Estou a espera, está a tornar-se desconfortável, tamanha espera... porque não vens logo? Estou no nosso ninho, desejosa, louca, à tua espera, amo-te.


Filipa Teixeira.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

37th(missing you)

                O meu corpo está a destilar, preciso de te sentir em mim, fazer-me voar. Porque não estás aqui? O meu corpo treme de saudade, o meu coração arde de solidão… preciso de ti a amar-me de verdade. Preciso da tua presença física, para sentir a nossa química. Quero ser mulher, quero ser a tua mulher.
                Faz deste corpo o que quiseres, porque esta alma já entrou em comunhão com a tua. Beija o meu corpo, arranca o cantar dos meus gemidos. Quero-te em mim, faz música com o meu corpo. Beija a minha boca, quero ser tua.
                Amar-te é o parágrafo infinito do nosso livro, amor meu. Amo-te!


Filipa Teixeira

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

36th


Deixei fluir, deixei sentir… o suor escorregou pela tua testa e pingou mesmo na ponta do meu nariz. A tua boca saudou-me com paixão, os teus braços abraçaram-me em fogo e eu amei-te a cada segundo.
Os teus olhos nos meus, beijaram-me a alma, chamando por mim “quero-te aqui!”… e eu fui, a minha alma entregou-se no beijo dos teus olhos e fechei-os para me entregar. Senti o teu corpo colar-se ao meu, como encostar-me a um forno, que me beija o pescoço, os ombros… Foste-me queimando a pele com os teus lábios, marcaste o meu corpo como teu, roubaste-me a alma, agora sou inteiramente tua.
                                               ***
O que aconteceu? O som da água corrente fervilhava nos meus ouvidos e uma dor alucinante na cabeça fez-me abrir os olhos, tu não estavas. Só o meu corpo ensopado de água e sangue na berma do rio. A pequena queda de água fez-me virar na sua direção. Tão… sozinha! Onde tu estás, amor meu?!
Levantei-me lentamente, tomando posse dos pedregulhos que se enfiavam pelo caudal. Olhei em volta… «Onde tu estás?!» O desespero apodera-se de mim e a pancada na cabeça começa a parecer não ter acontecido. «Onde tu estás?!» Começo a perder a noção dos sentidos, desmancho-me em lágrimas e deixo-me cair, encarquilhada, sentada no meio da água a correr por mim.
«Não pode ser… não pode!!!» “ONDE ESTÁS?” Uma luta interior que me vai derrotando pela incompreensão, pela falta de informação. «OUVI-TE!» Os meus olhos abrem-se numa procura intensiva de te encontrar. Levanto-me e “corro”, procuro-te, procuro-te com fervor!! Sigo a voz e…
 “AMOOOOR!?” «Ahn?» Eu oiço mas não encontro, a tua voz aproxima-se como um gigante, mas não te vejo, “onde estás?”… “AMOR?! AMOR, ACORDA!!!” «Ahn? Acorda?» Continuo a olhar em volta, não te vejo, mas as tuas mãos desenham paixão na minha face… sinto-me destruída, MORRESTE? NÃO!!!
                                               ***
“Amor, acorda! Abre os olhos… eu amo-te! Acorda!”. De repente os meus olhos abrem-se e, deitada sobre o teu peito, eu chorava. Tinha adormecido depois de me amares, de te amar, de nos amarmos. Mesmo sabendo que me amas, temo perder-te, temo que não te tenha nos meus braços. Puxaste o lençol sobre mim e aconchegaste-me a ti…
Amo-te!


Filipa Teixeira

segunda-feira, 30 de julho de 2012

35th


Quando se encontra a definição de amor… Eu encontrei-a, mas transmiti-la por palavras é impossível. O meu íntimo sabê-lo-ia explicar com todas as letras, de todos os alfabetos do munto, transmiti-lo-ia da forma mais profunda, do quão profundo é o amor. Mas eu não, não seria prepotente o suficiente para o fazer sair com todas as letras… talvez pela hipocrisia das minhas palavras antecedentes, cujo afirmavam que o amor não existia, que só a respiração ofegante de um peito faminto podia amar por breves momentos…
Seja! Chamem-me o que quiserem! Seja hipócrita, seja troca-tintas, como diziam os miúdos nos tempos de escola. Eu não acreditava, até o encontrar. Até encontrar as lágrimas de saudade, de ter e não poder abraçar. Pois é, eu anteriormente tendia a chorar por não ter e embalar os meus braços no folego repleto de suor, de me deixar esmagar pelo coito e não ter afecto… e chorava porque ele não chegava, não chegava o amor…
Aí, dei como falecido o amor, pois só acreditava nele até os meus pais se enlaçarem no seu matrimónio e, a partir daí, ele se sucumbiu, enterrado nas catacumbas da escuridão perpétua, para todas as novas gerações.
Mas não! Ele existe, de verdade! E ele é meu! O amor não é uma chama que arde sem se ver, o amor é mar que sai em lágrimas dos meus olhos e transpira a saudade para toda a gente ver. O amor é o abraço apertado, o beijo sem fim, os olhos nos olhos… o amor? O amor és Tu e Eu!

Filipa Teixeira

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

34th


... a sensação do corpo viciado, da mente viciada... se calhar viciei-me no teu sexo, na forma como o fazes comigo, como me tocas, como que fazes mudar, a maneira obscura como me fazes reagir animalescamente. 
Às vezes sinto que me amarraste a tua cama e me obrigaste a amar-te... Amar? Que palavra tão sórdida para descrever um vício... não que esteja viciada em ti, ou talvez esteja(...), mas a forma como a minha satisfação me fez passar  a querer-te, não só na cama, mas fora dela... para mim!? Será que estou a delirar? Talvez eu me tenha esquecido de como se faz, talvez tenha perdido o hábito de expor os meus sentimentos na escrita e no desenho... talvez seja por isso que me sinta tão enclausurada, tão perdida... tão fixa em ti... talvez tudo não passe de um sonho, onde a onda do orgasmo tenha sido desfeita pela ruptura abrupta da nossa ligação... da nossa ligação corporal, como um cordão umbilical, mas não tão a cima... talvez eu esteja num poço, num poço tão fundo que tudo o que eu veja são imagens criadas pela minha imaginação, imagens que tiro a partir do que já vivi... 
Penso que se calhar esteja a fazer de um copo de água um tsunami, mas assim me fizeste sentir, perdida, desconsolada, sozinha... já não há mãos que me façam sentir quente, nem olhares que me preencham o ego...

sinto a tua falta.

Filipa Teixeira