terça-feira, 19 de outubro de 2010

11th

Hoje peguei nela sem obrigação, os meus dedos pediram a ajuda dos meus olhos que lhes abriram caminho e eles, os meus dedos, fizeram-na deslizar na folha de papel, sem hesitação. A pressão da minha mão fá-la ilustrar linhas, pontos e texturas suaves ou mais carregadas.
                Eu não ando sem ela, sinto-me incompleta, mesmo que não a use, eu trago-a! Deixa a mala toda suja, os meus dedos, o meu papel e, pouco depois, até as minhas maçãs do rosto estão sujas, mas eu adoro-a, ela é minha e prefiro-a a qualquer outro objecto marcante.
                O sonho que não posso viver, descrevo-o, se não for com palavras, será com imagens, ilustrações que, a meus olhos, são tão belas, por mais que digam que “Está um bocado ‘assim’” ou “O meu está melhor!”, pouco me importa, o mais importante é o que eu sinto ao faze-la deslizar seja numa mesa, numas escadas, num papel ou na parede do meu quarto.
                Hoje quero mostrar o quão confuso é, para mim, não amar tornando-me numa personagem distraída, vazia e sonhadora. Está tão… confuso(?)… era mesmo isso! Ela não me desapontou.
                O par perfeito seria eu, ela e o papel… sim contigo, Grafite minha. És o material que faz a minha arte prevalecer a meus olhos, continuando nos meus mais infinitos sonhos de criança.

Filipa Teixeira.

1 comentário:

Catarina Martins disse...

diria exactamente o mesmo acerca da caneta (mesmo qu por vezes seja substituida pelo teclado) . desde que sinto que aprendi a conjugar o verbo escrever não mais parei de o fazer e mais do que para os outros, para agradar a terceiros , ecrevo para mim , para desabafar , para me expressar , para ser quem sou .
catarina martins