Quanto mais penso no que vivemos, mais depressa chego à conclusão de que, para ti, não passaram de ninharias, não passei de uma mera distracção enquanto não arranjavas outro abrigo. Imagino que tipo de abrigo é que, uma pessoa que conheces à menos de um mês, te pode dar.
Penso, penso tanto, mas a ideia não passa do ridículo da situação. Como é possível conseguires amar tanto alguém que ainda não te deu nada? Palavras bonitas(?), palavras bonitas damos de graça, como se empresta uma caneta a um “colega” de mesa e se espera que devolva antes do toque de saída. Pois é, comigo nem sempre tiveste essa sorte, porque eu não espero palavras bonitas, elogios eloquentes, sorrisos e abraços… eu dou o que merecem e não temo a devolução. Se erras-te(?), eu digo que estás a errar, que estás a fazer mal, lá por seres minha amiga não vou dizer que és perfeita para não te perder, isso é descer a baixo de merda! Eu sou(era?) tua amiga, não sou tua empregada para te passar a graxa e te pôr o “ego no auge”, para isso tinhas de me pagar, não faço favores. Se mereces um elogio(?), eu dou, mas não faço alarido, pois ganhar uma taça pode ser o suficiente para nos deitar-mos no sofá durante um mês e, eu, não tenho pachorra para alimentar essas banalidades.
Suponho que não passe de uma “ex-colega”, foi assim que me apresentaste a esse alguém que não é ninguém, mas que mo apresentaste como um irmão de sangue(pouco faltou). Fiquei tão honrada, por saber, diante de um estranho, que não te era nada!
Agora meto a mão à consciência imensas vezes e penso: “Que figura ridícula, a minha! Lutei tanto para a ajudar, mas tanto! Lutei contra as palavras de desânimo que me oferecia, pelo facto de me ignorar… eu lutei, eu sei que lutei…”, mas para quê, para que é que fui lutar, porque é que dei de mim e simplesmente me agradeceste e passado um pouco me puseste novamente no fim da lista, sim, depois das limpezas domésticas!
Agora sei, não volto a ceder! Sabes que mais(?), se tens problemas, vai falar com a pessoa que tanto veneras, eu não sou do “Apoio ao Cliente”, eu sou(era) a tua melhor amiga, mas provaste que nunca passei de ‘alguém’ quando não tinhas ninguém!
Filipa Teixeira.
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