Apresentar! Apresentar(?), para quê? Tanta coisa a acontecer, o mundo a mover-se, na sua rota constante, nós a fugirmos dela, da igualdade.
Neste momento, está uma criança a chorar com fome, uma mãe desesperada sem, nem sequer, uma papa, um pedaço de pão. Neste momento, está a acontecer um acidente rodoviário e tirando o sofrimento dos entalados, os ilesos choram pelos mortos. Neste momento, está uma rapariga, de 16 anos, desesperada com um teste de gravidez na mão e sem o ombro do 'pai'. Neste momento, está alguém a chorar, sozinha sem ninguém. Neste momento, está alguém a morrer sem a mão do seu 'outro alguém'. Neste momento, está um casal idoso a partilhar um passeio no jardim, à média luz. Neste momento, está uma criança a nascer, num grito de vida que enche os olhos de lágrimas a qualquer pai orgulhoso. Neste momento, está alguém a ter um grande orgasmo, a sentir o amor a expandir-se até às pontas dos dedos, declarando amores eternos e profundos de carinho, amizade, amor e prazer.
Neste momento, a morte e a vida estão a lutar uma contra a outra, tentando sobrepor o ódio ao amor, para derrubar olhares e abraços ternos, tornando-os sedutores e, unicamente, excitantes... a mandar a saudade ser dor em vez de lembranças que só trazem alegria.
Direi quem sou da maneira que der. Não o farei agora, pois está tanta coisa a acontecer que, se perder um episódio, a novela da Vida pode acabar.
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